A História de Anne Frank é uma das histórias mais tristes de sempre...
E como é que ela chegou até nós? Porque no 13º Aniversário dela, ela pediu ao pai um diário que tinha visto numa montra um dia anterior. E a partir daí ela escreveu tudo o que pôde e tudo o que não pôde ali, naqueles pedaços de papel, que nem ela nem ninguém, iria algum dia pensar que iria ser lido por todas as gerações do mundo.
E apenas com um anexo secreto e com um diário ela fazia a vida dela, tudo em segredo.
Claro que uma rapariga que queria ser jornalista, não podia deixar de escrever, não é? Anne Frank adorava filmes, mas até nisso os judeus foram proibidos de ter acesso ás salas de cinema.
Quando foram descobertos no anexo secreto, Anne foi forçada a ficar nua para ser desinfectada; teve sua cabeça rapada e foi tatuada com um número de identificação no braço. De dia, as mulheres eram usadas para trabalhos, e Anne foi obrigada a transportar rochas; à noite, eram amontoadas em quartos. Algumas testemunhas, mais tarde, declaram que Anne era acanhada e chorava quando via as crianças a ser levadas para as câmaras de gás; outros relataram que por muitas vezes ela demonstrou força e coragem, e que sua natureza sociável e confiante que lhe permitia obter excedentes de pão. Em pouco tempo a pele de Anne ficou infectada pela sarna, uma doença endêmica. As irmãs Frank foram transferidas para uma enfermaria que estava num estado de escuridão constante, e infestada de ratos. Edith Frank parou de comer, cada pedaço de comida era para as filhas e passava a comida para elas, através de um buraco que fez na parte inferior da parede da enfermaria.
Digam-me se isto é humano? Digam-me se gostavam de estar no lugar desta família, e de outras no mesmo estado? Digam-me, somos diferentes? Digam-me, gostavam de se ter escondido, só por serem judeus, ou qualquer outra religião? Digam-me gostavam de ser tatuados com um código? Digam-me gostavam de ter passado fome? Digam-me gostavam de viver na miséria, como estas pessoas viveram? Digam-me, gostavam de ter ficado calados, como eles ficaram, sem sequer poder atirar á cara das pessoas que lhes fizeram mal, que elas não são humanas, e que estão simplesmente a ser escravos de um líder que apenas tem traumatismos da vida pessoal dele, e só porque a mãe morreu nas mãos de um médico judeu, que não a conseguiu salvar, ele decide vingar-se de todos os judeus da Alemanha? Digam-me gostavam de ver a vossa família a ser separada por um bando de pessoas que não pensa, e que não tem humildade? Digam-me gostavam de ter sido escravos? Digam-me gostavam de ter visto crianças, mulheres e homens a serem mortos por uma câmera de gás, e que eles diziam que era para ir tomar banho?
Digamos não á perseguição, digamos não ao racismo, digamos não aos campos de concentração.
Esta rapariga foi a prova que ela, entre muitas pessoas, tem um pensamento e que a partir dela ficámos a perceber a história de uma família que sofreu bastante. E só tenho pena de dizer que não foi a única.
Adeus Anne Frank e lembra o que te disse...

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